BATALHA ESPIRITUAL
29/05/2005 18:07

O REINO DE DEMÔNIOS

Satanás é soberano de um reino, e uma parte do seu domínio é constituída de demônios, ou seja, de seus súditos, que se lhe haviam aliado, transformando-se em anjos caídos ou maus espíritos.
O Novo Testamento revela que Satanás é governador sobre um poderoso império do mal que ele governa com inteligência consistente. Satanás não, opera isoladamente, mas é o cabeça de um reino muito bem organizado no qual os seus súditos cumprem as responsabilidades delegadas sob sua direção. Ele é o líder de uma vasta e compacta organização de seres espirituais, os seus anjos " Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. " (Mt 25:41. Como o Príncipe dos Poderes do Ar, ele dirige habilmente uma organizada hoste de espíritos iníquos nos lugares celestiais que cumprem os seus comandos
Como Satanás, os demônios, originalmente anjos, foram criados sem pecado, mas foram envolvidos na mesma rebelião contra Deus. Embora haja muita discussão quanto à natureza das hostes de Satanás, há um consenso de que os anjos caídos são os demônios ou espíritos malignos.
Satanás, como príncipe dos demônios, tem uma atuação dife-rente em referência à pessoa de Jesus Cristo. Os espíritos malignos ou imundos não resistem à presença de Jesus Cristo e começam a gritar em protesto, prostram-se e confessam quem ele é (Mc 1:24; 3:11 ); pedem misericórdia (Mc 5:7); mas quando se trata de Satanás em pessoa, a sua maneira de lidar com Jesus é bastante diferente: ele o desafiou, tentou a Jesus como aconteceu no deserto (Lc 4:1-13); procurou impedi-lo nos seus propósitos; instigou os fariseus a se lhe oporem (Lc 6:11); escondeu-se atrás do discípulo para desviar Jesus do seu intento (Mt 16:23); tomou um deles para traí-lo (Jo 13:2) e ainda conseguiu instigar a multidão para crucifi-cá-lo (Mt 27;23). Ainda que assim, os espíritos operam em obe-diência à sua cabeça, Satanás, para cumprir os seus propósitos malignos.
Na Umbanda lida-se mais com o que eles chamam de espíritos dos Caboclos, dos Pretos Velhos, e da Criança, substituindo os antigos orixás. Veremos a quem correspondem estes espíritos, que são considerados espíritos dos heróis místicos, mortos, espíritos das forças da natureza, espíritos desencarnados.

A NATUREZA DOS DEMÔNIOS
A melhor maneira de se provar a realidade da existência do mundo dos espíritos malignos, através de quem Satanás leva avante os seus planos iníquos, é a legislação do próprio Deus proibindo o seu povo de entrar em contato com o mundo dos espíritos. Os estatutos dados por Jeová a Moisés no monte flamejante têm incorporado medidas rigorosas contra as tentativas de espíritos malignos controlarem o povo de Deus;
Moisés foi instruído por Jeová para guardar e proteger o acampamento de Israel livre de suas invasões, com a penalidade drástica da morte a todos que chegassem a interagir com eles. O simples fato de Jeová ter dado tais estatutos em relação a tais assuntos e a extrema penalidade reforçada pela desobediência à sua Lei mostram: ( I ) a existência de espíritos maus, ( 2 ) a sua iniqüidade, ( 3 ) a sua capacidade de comunicar e influenciar os seres humanos, e (4) e a necessidade de hostilidade sem compromisso com eles e com suas obras.

Dizem vários autores que Deus nunca legislaria contra os perigos que não existissem e nem iria ordenar extrema penalidade, se o contato da pessoa com o espírito maligno do mundo invisível não exigisse atitudes tão drásticas.

Alguns autores dizem que os escritores bíblicos personificavam certos fatos e acontecimentos como doenças e morte em demônios. Lemos por exemplo em Salmos 91:5,6 "Não te assustarás do terror noturno, nem da esta que voa de dia." A própria morte é freqüente-mente tomada como um monstro voraz ou um terrível caçador de vidas, Weïser, comentando estes versículos, diz;
"O terror da noite provavelmente refere-se àqueles poderes do tipo sobrenatural que existiam nas crenças populares e que infringiam medo e terror nas horas da noite. Ás flechas que voam de dia não eram armas humanas, mas mísseis antecipados de poderes demoníacos.

O mesmo papel é atribuído ao Sheol, o submundo dos mortos, ou ao abismo (Tehom) embaixo do Sheol, ou ao Belial, o estado de perdição ou completa espoliação do bem que segue a morte. O salmista disse uma vez: "Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam" (Sl 18:4-5). Em muitos lugares, os homens iníquos são chamados "filhos de Belial" ( 1 Sm 2:12). Belial tornou-se o nome mais comum para indicar o Príncipe das Trevas nos escritores da seita apocalíptica em Qumram; ele corresponde, de muitas maneiras, a Satanás do Novo Testamento.
Os Evangelhos dizem claramente que os anjos caídos são espí-ritos, através de várias narrativas: como Jesus "expeliu os espíritos" (Mt 8:16); "não porque os espíritos se vos submetem" (Lc 10:17-20); Jesus os chama de "espírito mudo e sur-do" (Mc 9:25); "mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades" (Lc 8:2) pode-se confirmar a natureza dos demônios. Tanto o apóstolo Paulo como João confirmam a na-tureza espiritual dos demônios, especialmente quando o apóstolo Paulo diz que "a nossa luta não é· contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso" (Ef 6:12). Ele está contrastando claramente a natureza espiritual das entidades com quem o ser humano está em luta. Não são seres humanos feitos de sangue, e carne, mas espíritos que habitam o mundo invisível. E por serem espíritos da mesma natureza dos anjos que estão a serviço do Senhor Deus todo pode-roso, os demônios também têm personalidade. Como dissemos, estão conglomerados em hierarquia, são classificados desde os mais inte-ligentes aos menos capacitados. Isto se verifica em Efésios 6:12 quando o apóstolo Paulo fala sobre as várias categorias de espíritos que se confirmam nas expulsões, e quando os demônios se identi-ficam.

Apesar da inteligência de um demônio variar de um para outro, não devemos esquecer que ela é sobrenatural, no sentido de que os demônios podem estar a par de coisas que aparentemente escapam ao domínio do conhecimento ou de informações dos homens comuns. A moça de Filipos, quando gritava que Paulo era servo do Deus Altíssimo, não o fazia por vontade própria ou porque ela soubesse algo sobre Paulo, mas porque era impelida pelo espírito de adivi-nhação. Eles não são oniscientes, mas dão a ilusão de que o são, e tentam iludir os seres humanos, dando a impressão de que podem ver o futuro. O que eles fazem, na realidade, é inspirar médiuns e adivinhos não do que eles sabem do futuro, pois só Deus o conhece-, mas sim das coisas que eles pretendem realizar. E, assim, com cooperação das pessoas, em forma de crença e aceitação do que foi dito nas sessões de adivinhação, eles realizam os seus intentos, a realidade, muitas das coisas que os adivinhos e escritores de horóscopos escrevem e dizem são o que os espíritos "pretendem fazer". Jesus Cristo e seus seguidores são os únicos que podem interferir e cancelar o que foi "predito" pelos espíritos. Os demônios nunca confessarão que Jesus Cristo é o Senhor, mas basta uma pala-vra dele, para cancelar o intento e as ordens satânicas, pois em questão de hierarquia, poder e autoridade, a palavra de Jesus tem precedência sobre todos os poderes, pois Cristo é o cabeça dos prin-cipados e potestades (Cl 2:10).

0 caráter moral dos demônios pode ser descrito pela palavra imundo. Tudo o, que é injusto, imoral, iníquo será praticado debaixo da sua influência. A depravação e a torpeza moral completa das práticas demoníacas são testemunhadas em todos os lugares, nas Es-crituras: doutrinas dos demônios (1 Tm 4:1 ); instrumentos de injustiça (Rm 6:13); heresias destruidoras {2 Pe 2:1); amor livre (1 Tm 4:3); gratificação sensual e impureza (Gl 5:19); doença {Mt 9:32-33); insanidade mental (Lc 8:26-36); poder titânico (Lc 8:29); amor aos lugares impuros, como túmulos (Lc 8:27). Estas práticas de iniqüidade e torpeza moral são confirmadas nos círculos onde imperam Satanás e suas hostes: espiritismo, feitiçaria, satanismo. Acima de tudo, a natureza de Satanás e dos demônios deve ser caracterizada como sedutora.

Toda a Bíblia, desde o Gênesis até o Apocalipse, é testemunha deste caráter sedutor de Satanás e seus demônios. Com a aparência do bem, e aproveitando a busca do bem pelo ser humano, Satanás e seus demônios seduzem a humanidade para fazer dela sua presa e escrava. A história do primeiro' casal no Éden é uma história típica que ilustra claramente como ele usou os sentimentos mais nobres e o desejo de serem sábios, a vontade de serem como Deus, para iludi-los e fazê-los seus escravos. A vontade de ser como Deus, é legítima, pois Deus os criara à sua imagem e semelhança, mas o meio de alcançá-lo foi ilegítimo e incorreto: colocando em dúvida a palavra do Senhor, até ao ponto de desobe-decê-la. Não deverá ser surpresa quando percebermos que muitos dos freqüentadores do espiritismo e da Umbanda são pessoas que estão numa busca sincera e verdadeira de DEUS, dispostas a pagar qualquer preço para satisfazer a sua fome da eternidade. Muitos deles foram seduzidos no seu propósito mais nobre da busca de DEUS.
autora: Neuza Itioka. O texto contém adaptações, e é uma republicação de um arquivo antigo neste mesmo site.
enviada por MC






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